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Reabilitar ou substituir prumadas de edifícios? O que deve avaliar antes de decidir

Quando surgem infiltrações, maus odores ou entupimentos recorrentes num prédio, a reação mais comum é pensar imediatamente em substituir as prumadas. Em muitos casos, essa decisão é tomada com base nos sintomas — e não no estado real da tubagem.

Mas será que a substituição é sempre necessária? Ou existem alternativas técnicas que permitem resolver o problema, prolongar a vida útil das prumadas e evitar obras pesadas?

Antes de avançar para uma intervenção dispendiosa e altamente invasiva, há pontos fundamentais que devem ser avaliados.

Porque as prumadas falham em edifícios antigos

Grande parte dos edifícios com problemas nas prumadas tem 30, 40 ou mais anos. As redes de águas residuais e pluviais foram dimensionadas para uma vida útil limitada e construídas com materiais hoje considerados obsoletos, como grés, ferro fundido ou PVC antigo.

Com o tempo, é comum surgirem:

  • juntas degradadas ou desalinhadas

  • fissuras e micro-ruturas

  • infiltrações intermitentes

  • acumulação de resíduos

  • intrusão de raízes

  • perda gradual de estanquidade

Muitos destes problemas evoluem lentamente e só se tornam visíveis quando já causam danos em paredes, tetos ou frações vizinhas.

Quando a substituição de prumadas é realmente necessária

A substituição integral das prumadas é inevitável em situações específicas, nomeadamente quando existe:

  • colapso estrutural da tubagem

  • esmagamento significativo do tubo

  • perda total de secção útil

  • ausência de continuidade da conduta

  • degradação extrema que impede qualquer solução interna

Nestes casos, a reabilitação deixa de ser tecnicamente viável e a substituição passa a ser a única opção possível.

Porque muitas substituições são feitas sem necessidade

Na prática, muitas substituições de prumadas são decididas sem qualquer inspeção interna. A decisão baseia-se em indícios externos, relatos pontuais ou simples suposições.

É comum encontrar situações em que:

  • a tubagem está suja e não foi avaliada corretamente

  • existem fissuras localizadas, mas não colapsos

  • o problema está numa junta específica e não em todo o troço

  • a prumada mantém integridade estrutural suficiente para reabilitação

Nestes casos, avançar diretamente para substituição significa mais custo, mais obra e mais transtorno do que o necessário.

O que deve ser avaliado antes de substituir prumadas

Antes de qualquer decisão, é fundamental conhecer o estado real da infraestrutura. Isso só é possível através de uma inspeção vídeo CCTV.

Uma avaliação técnica adequada deve responder a perguntas como:

  • Qual é a extensão real das anomalias?

  • Existem ruturas ou apenas fissuras e juntas abertas?

  • A estrutura da tubagem mantém estabilidade?

  • Há viabilidade técnica para reabilitação interna?

Sem estas respostas, qualquer decisão é um risco — técnico e financeiro.

Reabilitação de prumadas: quando é possível

A reabilitação interna de prumadas permite restaurar a estanquidade e a funcionalidade da tubagem através de processos como limpeza, preparação da superfície e aplicação de resinas técnicas no interior da conduta.

Quando realizada no momento certo, a reabilitação:

  • elimina infiltrações e perdas de estanquidade

  • evita demolições e obras invasivas

  • reduz drasticamente o tempo de intervenção

  • permite prolongar a vida útil das prumadas por mais 30 anos

É uma solução especialmente eficaz quando a tubagem ainda mantém continuidade estrutural, mesmo apresentando degradação localizada.

Substituição vs reabilitação: comparação direta

Substituição de prumadas

  • Obras invasivas em várias frações

  • Ruído, poeiras e demolições

  • Duração prolongada

  • Custos elevados

  • Forte impacto nos moradores

Reabilitação de prumadas

  • Intervenção interna sem demolições

  • Execução mais rápida

  • Menor impacto no edifício

  • Custos mais controlados

  • Prolongamento da vida útil da tubagem

Cada caso é diferente, mas a decisão deve ser técnica, não automática.

Conclusão: sem inspeção vídeo, a decisão é sempre um risco

Substituir prumadas pode ser necessário — mas não deve ser a primeira opção sem diagnóstico. Em muitos edifícios, uma inspeção vídeo revela que a reabilitação é perfeitamente viável, evitando obras pesadas, custos elevados e longos períodos de transtorno.

A inspeção vídeo CCTV é o ponto de partida para qualquer decisão responsável. Só conhecendo o interior das prumadas é possível escolher entre reabilitar ou substituir com segurança, critério e controlo de custos.

Quando se intervém no momento certo, ganha-se tempo, poupa-se dinheiro e preserva-se o edifício.

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